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O poema de hoje é da poeta e amiga Vânia Osório, retirado de seu blog Rapadura carioca. Espero que gostem.

colocando a vida no lugar

o sal no pote de sal
coisas velhas nos sacos de lixo
roupa suja na máquina
os lençóis na cama
livros na estante
de preferência em ordem
alfabética por autor

.

fechar a porta
com cuidado sair
jogar fora o saco com passados
gastar as horas e a sola dos sapatos
aliviar o coração
tomar água de coco
pra tirar o gosto de fim

.

abrir a porta com três voltas de chave
recolocar os pingos nos is
a roupa no varal
tomar um banho quente
fazer um chá
e antes de dormir
devolver as estrelas pro céu

— Vânia Osório —

poema-vania-osorio2

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Author Miriam Mambrini

Miriam Mambrini é carioca e formada em Letras. Seu primeiro livro de contos, O Baile Das Feias, foi publicado em 1994. Nesse livro e no que se seguiu, Grandes Peixes Vorazes, incluiu contos premiados em vários concursos. Escreveu os romances A Outra Metade, atualmente em segunda edição, As Pedras Não Morrem E O Crime Mais Cruel, os dois últimos adquiridos pelo PNDE do Ministério da Educação. As crônicas de Maria Quitéria, 32 falam de sua vida de menina em Ipanema, o bairro onde nasceu e sempre viveu. Publicou ainda, em livro e audiolivro, Vícios Ocultos, contos, e Ninguém É Feliz No Paraíso, romance. Seus contos foram incluídos em várias antologias, entre as quais 30 Mulheres Que Estão Fazendo A Literatura Brasileira Hoje, seleção de Luiz Ruffato (Record) e Contos De Escritoras Brasileiras (Martins Fontes). Faz parte do grupo Estilingues, que publica antologias de contos fora do circuito comercial. Colaborou, com contos e artigos, em jornais e revistas, nacionais e estrangeiras, entre as quais a italiana Sagarana, a inglesa Litro, a espanhola 2384 e a brasileira Pessoa.

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